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A nova terra prometida – o Brasil atual visto pelos europeus

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A nova terra prometida – o Brasil atual visto pelos europeus

Mensagem por JUVENCIO em Qui 22 Dez 2011 - 18:05


O jornal Europa Quotidiano, mais conhecido simplesmente pelo nome de Europa, é um órgão do Partido Democrático italiano (PD). O PD é um partido de centro-esquerda fundado em 2007, fruto da fusão de diversos partidos de centro e esquerda que fizeram parte da coalizão eleitoral L’Unione nas eleições de 2008, quando perderam as eleições para a coalizão que elegeu Berlusconi. Vários partidos se agregaram ao PD, mas a maioria de seus membros integravam os partidos Democratas de Esquerda (Partito Democratico della Sinistra) e Democracia é Liberdade – a Margarida. Ou seja, o PD é uma frente de centro-esquerda.

A sem-cerimônia com que os italianos falam sobre emigração justifica-se. A Itália é um país particularmente ligado aos fluxos migratórios e, desde 2006, sua legislação prevê a possibilidade de votar e eleger representantes de sua comunidade residente no exterior. Tal fato torna o italiano especialmente cosmopolita. O PD, por exemplo, tem círculos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Há mais de 300 mil eleitores italianos residentes no Brasil e os cidadãos brasileiros com origem italiana que poderiam obter o reconhecimento da cidadania italiana e votar chegam a 30 milhões. Ou seja, os ítalo-residentes em nosso país – a maior comunidade fora da Itália — poderiam ter grande peso numa eleição italiana.


O artigo abaixo, publicado nesta quarta-feira (21) no Europa, dá uma visão bastante diversa de nosso país e de sua posição no contexto internacional.

.oOo.



A Av. Paulista, em São Paulo | Foto: WikiCommons
Brasil, a nova terra prometida

Por Maria Zuppello, direto de São Paulo
Tradução de Claudia Antonini
Fonte: Europaquotidiano

Nunca houve uma fila tão longa antes. No guichê de vistos da Embaixada do Brasil em Lisboa, os funcionários não têm um momento de pausa. Os pedidos de emigração formam pequenas montanhas de papel que devem ser trabalhadas. Quando, não se sabe. “Estamos entrando em colapso”, diz um funcionário que defende a “Operação Despertar”, a qual luta pelo direito de contratar trabalhadores locais. “Somos sempre os mesmos, mas os pedidos de visto têm-se multiplicado. O fluxo está se tornando incontrolável”.

Se antes eram os brasileiros que faziam fila na esperança de encontrar um trabalho em Portugal, a antiga pátria-mãe, agora são os portugueses, dentre os estrangeiros, os mais propensos a jogarem a cartada da emigração para a ex-colônia.

Diante da grave crise econômica que está sufocando a Europa e os Estados Unidos, o Brasil realmente parece ter o gosto da terra prometida. Graças a um crescimento econômico sem precedentes, com o PIB crescendo 7,5 por cento em 2010, o país verde e amarelo transformou-se num ímã extraordinário. De acordo com dados dos Ministérios da Justiça e do Trabalho, somente no ano passado o fluxo de entrada de imigrantes aumentou em 52 por cento. Na pole position estão os americanos, seguidos pelos portugueses, bolivianos e argentinos, neste caso facilitados pela proximidade geográfica.

Recentemente chegaram ao país cerca de um milhão e meio de imigrantes legais, 0,8% de toda a população brasileira, além dos imigrantes ilegais que, conforme as autoridades aduaneiras, ultrapassam os 600 mil. A cidade mais sedutora continua a ser o Rio de Janeiro, seguida pela capital financeira São Paulo. Obviamente, não faltam italianos. Há cerca de 340 empresas de nosso país no Brasil, com um crescimento líquido de 10 por cento registrado no ano passado, conforme números fornecidos pela Câmara de Comércio Italiana de São Paulo.

Para o deputado Fabio Porta, que foi eleito no Brasil na lista do Partito Democratico, “nos próximos anos teremos pelo menos 7.000 universitários brasileiros se especializando na Itália. Por outro lado, o número de engenheiros, arquitetos e técnicos em informática italianos que desembarcarão no Brasil será dez vezes maior. É um fluxo que deve ser seguido com atenção, até porque poderá ser o prenúncio de oportunidades recíprocas”. Os maiores chamarizes para os novos imigrantes que estão chegando da Itália são a Fiat Brasil e a Tim Brasil que, com seus faturamentos de vendas recordes, atraem muitos especialistas italianos em seus setores. Germano Columbo é um jovem manager italiano de uma multinacional. Junto com sua esposa Francesca Merico e o pequeno Leo, eles chegaram recentemente a São Paulo, depois de terem vivido na Inglaterra e na Suíça. “Profissionalmente — disse Colombo — não paro de aprender todos os dias, deparando-me com uma realidade de mercado explosiva, algo que hoje é desconhecido na Europa. Estamos muito felizes por viver num país maravilhoso, cheio de estímulos”.

Também há os artistas. Anthony Barrese é um arquiteto dos mais famosos de Milão, com sua Árvore de Luz exibida em 2009 no Castello Sforzesco. Desde junho, ele se mudou para São Paulo a fim de propor novos projetos artísticos que não recebiam atenção em nosso país. Ambicioso, ele afirma: “O que eu gostaria é que a minha instalação Flowing River Rio Amazonas, uma série de 100 barcos luminosos que viajarão pelo rio Amazonas, se tornasse em pouco tempo o símbolo do Brasil, assim como a Torre Eiffel é o símbolo da França”.

Entre os novos imigrantes há franceses, ingleses, alemães. Souraya Sbeih é uma engenheira parisiense de 25 anos, no Brasil desde janeiro de 2011, trabalhando na Alstom. “A minha transferência provocou uma onda de inveja entre os meus amigos”, diz ela, sorrindo. Eric Scott, por sua vez, chegou no Rio vindo de Manhattan. Aos 54 anos, consultor empresarial, repete satisfeito que tem a sorte de “viver onde todo o resto do mundo sonha em tirar de férias”.

Em suma, no Brasil parece haver lugar realmente para todos, desde que você tenha o desejo de reconstruir sua vida. Como Valery Pereux, um padeiro francês que, num dos estados mais pobres do Brasil, o Maranhão, na capital São Luis, transformou em padaria uma antiga mansão colonial em ruínas. E, como no século XIX — quando o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos eram um lugar exclusivamente de emigração, especialmente para nós, italianos — nas cidades mais importantes do país estão ressurgindo os bairros divididos por etnias.

Em São Paulo, por exemplo, os italianos ricos e os norte-americanos escolheram Itaim Bibi para viver e trabalhar. Fica próximo do centro financeiro da cidade. Já o relegado bairro de Bom Retiro, perto do centro histórico, tornou-se um pequeno ghetto escolhido pelos novos imigrantes da Grécia, um dos países europeus mais duramente atingidos pela crise. “O Brasil é um país muito jovem”, diz com voz cheia de esperança Christos Andreas Kristelis, que faliu na Grécia há alguns meses: “Eu tenho muito a explorar aqui. Cruzo meus dedos.”

Qualquer um, pelo menos aqui no Brasil, parece ter o direito de sonhar, “seja a respeito de um salário competitivo, de um emprego gratificante ou de uma possibilidade de carreira”, diz a empresa de consultoria de trabalho Hays, que procura administradores de todo o mundo para empregar aqui. Porque hoje, no Brasil Eldorado, a pasta executiva tomou o lugar da mala de papelão.

Fonte

JUVENCIO

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Re: A nova terra prometida – o Brasil atual visto pelos europeus

Mensagem por Carolzinha em Sex 23 Dez 2011 - 15:49

os países de esquerda estão sobrevivendo bem a crise .....
quem diria????? confused
Very Happy
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Carolzinha

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