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VODU: RELIGIÃO OU MAGIA NEGRA?

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VODU: RELIGIÃO OU MAGIA NEGRA?

Mensagem por PINHO Cardoso em Qua 28 Dez 2011 - 15:38

Vodu


O homem pode ser transformado numa planta ou animal. As pessoas devem ser desprendidas dos bens materiais. Estes são dois mandamentos do credo vodu, uma das religiões existenciais mais completa do mundo segundo os etnólogos. Constituído de heranças africanas misturadas a influencias católicas, o vodu sofreu transformações em contato com os nativos haitianos, bem como na América do Norte, onde chegou há uns duzentos anos com os primeiros escravos desembarcados nas Antilhas.

Entre 1912 a 1930, trabalhos dos etnólogos Price-Mars e J.G. Dorsainvil, permitiram definir o vodu como a religião popular dos haitianos, de caráter sincrético, cujos principais elementos provém da crença das antigas tribos negro-africanas, principalmente da Daomé, as quais se agregam as crenças católicas e algumas transformações naturalistas dos aborígines americanos.





O essencial dessas religiões negras, que no princípio do sec. XVI se misturaram ao cristianismo para dar origem ao vodu, pode ser resumido assim :

desprendimento do homem e das coisas

atribuição de qualidades humanas ao animais, plantas e minerais

possibilidade de transformação do homem vivo ou morto em animal ou planta

possibilidade de união dos grupos humanos com os animais para utilização dos poderes desses ultimos

Essas religiões tradicionais da Africa caracterizavam-se ainda pelo antropomorfismo, e pela noção de continuidade entre o natural e o sobrenatural. Receberam diversas denominações, dentre as quais fetichismo, adoração de pedaços de madeira, estátuas ou quaisquer objetos; animismo, crença nas almas ou nos espíritos que animam a natureza; politeísmo, crença em vários deuses; totemismo, crença nos antepassados e na encarnação do clã; dinamismo, crença em que a energia está nos elementos materiais; vitalismo, crença num princípio vital diferente para a alma e para o organismo.




Filosofia e Panteão

O estudo científico do vodu, aliás, permite afirmar que nele estão contidos todos os elementos básicos de uma religião: uma filosofia, um panteão, um clero, um ritual, um simbolismo, uma moral ou expressão de uma inquietude sobre o destino final do homem.

Deus é chamado "Papá" ou o Grande Meste. Sua obra compreende o mundo superior e o inferior. Se trabalho de criação situa-se na origem do tempo. Depois ele se retirou no seu império, que alcança o sétimo céu, e de lá observa com certa indiferença o universo que moldou. O centro geográfico dessse universo encontra-se na Guiné, Africa. O criador situa os seres e as coisas em duas categorias: uma delas se distribui sobre a Terra, e compreende o Reino Animal (homem incluído), Vegetal e Mineral; a outra categoria povoa o espaço e a profundidade dos mares. Os três reinos se encontram e se identificam com os da primeira categoria, salvo que são invisíveis aos comuns dos mortais. As duas categorias têm a mesma organização e se comunicam numa perspectiva recíproca. Uma é o reflexo inverso da outra.

O Grande mestre também infundiu um dinamismo aos seres e as coisas. esse dinamismo se difunde amplamente, e provém de uma grande alma que dentre os seus atributos pode fragmentar-se infinitamente, conservando em cada fragmento as qualidades de sua totalidade. essas qualidades estão reforçadas ou atenuadas segundo o ser ou objeto que se beneficie delas. Assim sendo, a Terra possui uma alma, a planta possui uma alma , o mineral e o homem também.

Ao abandonar a Terra, por razões esquecidas no Haiti, mas gravadas na tradição da Guiné, o Grande Mestre criou uma série de seres imateriais aos quais delegou os seus poderes e cujo papel consiste em servir de intermmediários entre ele e os humanos. Estes seres imagiteriais chamam-se anjinhos vodu, mistérios e especialmente força (loá). De comum acordo com a alma, eles se apoderam do indivíduo desde a sua concepção, e dirigem o seu destino.

Podemos classificar os loás de diversas formas: pelo nome dos espíritos, pelo elemento da natrureza que lhes serve de domínio; pelo culto que lhes é dedicado; por sua origem africana ou haitiana.

Distribuição dos espíritos segundo seu domínio: espíritos do ar, espíritos da água, espíritos do fogo, espíritos da terra.

Distribuição dos espíritos de acordo com o culto: três cultos principais compõe o vodu haitiano. São eles: rada, congo e petro.

No Vodu existe um colégio sagrado a serviço dos deuses. Do lado masculino esse colégio compreende:

Os Laplace

Os Porta-Bandeiras

Os Hougna

Do lado feminino :

As Prta-Bandeiras

As Hounsi

As Mambo

A iniciação completa encerra três grandes princípios:

1) Laver-tête

O lavar da cabeça, que assinala o fim do estado "boçal", violento e sem controle da possessão de um iniciado9 pelo espírito. Esta cerimônia consiste em verter água benta sobre a cabeça do médium para assegurar-lhe, entre outros privilégios, uma possessão equilibrada;

2) Kanso

A prova de fogo na qual o postulante deve ser capaz de segurar com as mãos objetos incandescentes por um tempo determinado, sem demonstrar sofrimento. resistir a essa prova significa que o indivíduo está pronto para afrontar as vicissitudes da vida com coragem e firmeza;

3) L'Asson

Durante essa cerimônia o sacerdote oferece ao candidato um vaso cheio de vértebras de serpentes, como símbolo de poder. Tal ritual remonta a antigos cultos ofídicos da Africa.

Extraído de John Creek em seu livro "Devenir Chaman":

" O vodu é provavelmente a tradição xamânica que já fez correr mais tinta e que é, também a menos conhecida. Do ponto de vista histórico, é uma das tradições mais recentes, pese embora o fato de suas raizes serem muito antigas. Quando pensamos em vodu, imaginamos frequentemente o universo dos zumbis, das serpentes e da selva. Pensamos no ritmo alucinante dos gongos, no rum que corre e nos feitiços com ajuda das bonecas.

Mas de onde provém verdadeiramente o vodu?

Esta tradição viu a luz do dia pela primeira vez nas plantações das ilhas do Haiti e no Lousiana, mais precisamente em Nova Orleans, por entre os escravos que vinham da África. Para compreender sua origem é necessário sabe que a maior parte dos escravos eram oriundos da Nigéria, em particular das tribos Yorubas, que eram compostas por inúmeros clãs que se batiam entre sí. os vencidos eram sumariamente vendidos a escravagistas, a maior parte das vezes árabes que trabalhavam por conta dos negreiros franceses.




Os escravos atravessavam o oceano em condições verdadeiramente horríveis: mais de um terço dos homens acabava por morrer antes de chegar a bom porto. Estas pessoas tinham as suas origens em culturas primitivas, mas que eram muito ricas em rituais xamânicos. Quando chegavam ao seu destino, davam graças a Deus por lhes ter permitido sobreviver. Em contrapartida, tinham de sujeitar-se ao escravagismo por parte do homem branco e abraçar sua religião sob pena de serem espancados.

Foi então que nasceu o vodu, porque estes sobreviventes de uma viagem no mar continuavam a honrar e a adorar seus deuses, embora tivesse plena consciência de que o homem branco possui aliados que eram ainda mais fortes que os deles, uma vez que tinham permitido o escravagismo. Nesse momento, as pessoas que se recordavam de antigas práticas africanas começaram a associar os deuses africanos ao panteão católico dos santos, uma vez que o conceito de um único deus lhes parecia um pouco ridículo, sendo que, para estes seres, a justa-posição dos santos e dos deuses do culto Yoruba se estabeleceu de uma forma bastante rápida.

Os escravos serviam de "pau de dois bicos": por um lado, aderiam à nova religião do homem branco e, por outro, continuavam a honrar os seus deuses, o que lhes era proibido.

Para dar um exemplo, Yemanjá, a deusa das águas, tornou-se a outra face da Virgem Maria. Para Legba juntou-se ao Santo Antonio, e assim sucessivamente. Este culto veio a conhecer váriuas formas diferentes, sendo designado de "candomblé" no Brasil e "Santeria" em Cuba, significando, literalmente: o culto dos santos.

A prática vodu sob diferentes formas está hoje em dia bastante generalizada e, apesar da má reputação provocada por Hollywood e pelos meios de comunicação, trata-se de uma verdadeira religião e não de uma prática de magia negra.

http://www.planetvoodoo.com





É um complexo de crenças e rituais religiosos africanos e católicos que estabelece uma ligação vital entre o mundo material e o mundo dos espíritos e governa em grande extensão a vida dos camponeses haitianos.

As diversas deidades da religião Vodu chamam-se loas. (Loa significa "espírito", na língua congo.) O propósito último do Vodu é permitir que os loas, que possuem o poder das forças naturais, se manifestem no corpo humano vivo, de modo que a pessoa possuída possa ser fortalecida por sua energia e sabedoria divina.

Dizem que, quando um homem ou uma mulher fica sob a possessão de um loa, o espírito sobe em seus ombros, da mesma forma que um cavaleiro monta no cavalo.

Cada loa deve ser reverenciado em seu dia próprio e "alimentado" com uma oferenda de galinhas ou cabras sacrificadas, frutas e outros alimentos.

Sem a posse dos corpos físicos e as oferendas dos animais sacrificados, que são tradicionalmente deixados em encruzilhadas à meia-noite, os loas perderiam seus poderes sobrenaturais e desapareceriam para sempre.

Há duas categorias principais de deidades no Vodu: os loas Rada e os loas Petro.

Há também classes menores de loas, que incluem o Congo, o Ubo, o Nagô e o Wangol.

O Vodu foi criado nas Antilhas por escravos africanos que tinham sido vendidos para os comerciantes de escravos pelos seqüestradores africanos e transportados para o Caribe. O comércio de escravos ocorreu em diversas tribos africanas, cada uma com suas próprias práticas e crenças religiosas. Isso explica a razão para que as deidades do Vodu sejam agrupadas em diferentes categorias.

Os Rada são loas protetores, principalmente os de origem beninense e nigeriana, sendo invocados principalmente nos rituais de magia branca. (O nome Rada deriva de uma aldeia em Benin chamada Arada.)

Os Petro são loas agressivos que foram trazidos para o Haiti, em 1768, por um houngan (sacerdote do Vodu) espanhol chamado Dom Pedro, que era bem conhecido por ter introduzido a prática de beber rum misturado com pólvora bem moída. O houngan espanhol também introduziu uma variedade de novos ritos de Vodu entre os escravos haitianos, incluindo uma arrebatada dança dos espíritos, mais violenta que as antigas danças Rada executadas pelos sacerdotes e sacerdotisas da ilha. Portanto, o culto Petro de magia negra e seus loas são denominados, segundo Dom Pedro, o "mensageiro divino" responsável por sua adoração.

A adoração do loa é dirigida pelos houngans e mambus, os respectivos sacerdotes e sacerdotisas do Vodu. Usando a magia branca, eles curam pessoas doentes ou machucadas; usando magia negra, eles conseguem fazer um morto retornar à vida como zumbis para trazer problema ou até mesmo a morte a um inimigo.

A previsão é outra função importante dos houngans e mambus, e é como videntes que costumam se empregar. A vidência geralmente acontece enquanto sob a posse de um loa, mas outros métodos são usados, como o da leitura do cristal.

Na cerimônia haitiana de invocação do loa, veves (intrincados emblemas simbólicos de vários loas a serem invocados) são desenhados com farinha ou cinzas, no chão da clareira onde dois santuários peristilo (um para os loas Rada e um para os loas Petro) foram erguidos. No centro do peristilo fica o poteaumitan, o mastro central dedicado ao loa Legba através do qual surgem os loas. As velas coloridas apropriadas para cada loa são fixadas sobre os veves, e orações especiais, que incluem a Ave-Maria e o Pai-Nosso, são rezadas.




Ao final das orações, os tambores do Vodu começam a tocar, e uma galinha, cabra ou outro animal é sacrificado e entregue ao cozinheiro, que o prepara para o altar do loa. Canções especiais são entoadas para os loas, enquanto os tambores seguem um ritmo apropriado, e a invocação se inicia.

Os tambores estão entre os símbolos centrais do Vodu haitiano. São considerados sagrados, por serem importantes no ritual de invocação do loa.

O tocar dos tambores tem muitas funções no ritual de Vodu. Pela combinação de ritmos tocados pelas baquetas, tambores médio e mestre e um par de pratos de metal chamado ogan, os dançarinos conseguem entrar em transe. Geralmente esse estado é atingido pela manipulação de ritmo e métrica, incluindo poderosas interrupções rítmicas chamadas casses, executadas pelo mestre dos tambores. A música de percussão também é essencial para manter o cenário do ritual depois que os dançarinos foram possuídos pelos loas. É da maior importância que os músicos mantenham os loas dançando e usem ritmos especiais para expulsar qualquer espírito indesejado.

Numa cerimônia Vodu, os devotos possuídos pelos loas podem aconselhar os problemáticos e executar milagres, como curar os doentes e adivinhar acontecimentos.

http://www.astrologosastrologia.com.pt/Vodu.htm

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