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Como o Goldman Sachs investiu no tráfico sexual de menores

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Como o Goldman Sachs investiu no tráfico sexual de menores

Mensagem por Admin em Qua 4 Abr 2012 - 17:13

http://jezebel.uol.com.br/como-o-goldman-sachs-investiu-no-trafico-sexual-de-menores/



O banco de investimentos Goldman Sachs já não é uma das instituições mais populares dos Estados Unidos, dado o sentimento generalizado anti-Wall Street e a participação do banco no colapso quase completo da economia global. Agora, parece que as coisas vão ficar um pouquinho piores para eles. Depois de uma investigação, o jornalista Nick Kristof, do New York Times, descobriu que o Goldman Sachs é um dos investidores na empresa que gerencia o Backpage.com, um site que, segundo o jornalista, é “o maior fórum para o tráfico sexual de meninas menores de idade dos Estados Unidos”. Ops.

Chamar os clientes de Muppets (coisa que, segundo um ex-executivo recém-demitido, acontece por lá o tempo todo) já é ruim, mas agir indiretamente como facilitador do estupro infantil é o fundo do poço. Analisemos então os detalhes medonhos da história. O site Backpage.com é de propriedade de uma empresa chamada Village Voice Media, que também é dona do famoso jornal Village Voice. Nunca se soube com certeza quem eram os donos do Village Voice Media até que o jornalista Nick Kristof saiu fuçando e descobriu que essa empresa pertence a um grupo de investidores em capital privado, um dos quais é o Goldman Sachs. Eles têm uma participação de 16%, ou seja, não são donos de tudo, mas também não é uma participaçãozinha de nada. Eles tentaram vender suas ações às pressas assim que o Times veio batendo à porta, um gesto magnânimo e superelegante, não? Na tarde de sexta-feira, funcionários do banco disseram a Kristof que “um acordo acabara de ter sido assinado para a venda dessa participação”. Nossa, que ótimo para eles. É ótimo que eles tenham se livrado de sua participação numa empresa que atua no tráfico de menores ao invés de trabalhar para desmantelar essa rede de tráfico para, sei lá, melhorar o mundo.

Uma vez que Kristof tornou a exposição da atuação do Backpage.com uma missão pessoal (aqui estão suas duas colunas anteriores a respeito do tráfico sexual feito pelo site), muitos outros vêm denunciando essa empresa, que já sofreu com protestos. Um deles foi encabeçado por uma organização de Direitos Humanos denominada “Rebecca Project for Human Rights”, que também protestou contra o Craigslist e tentou fazer com que sua seção de “serviços eróticos” fosse fechada em 2010. Procuradores de 48 Estados americanos também solicitaram que o Backpage deixasse de veicular anúncios de “serviços para adultos”, e 19 senadores escreveram uma carta pedindo o mesmo. Até agora, o Backpage defendeu-se dizendo que não deveria ser discriminado, pois muitos outros sites têm problemas parecidos (o que não chega a ser uma desculpa). Eles também disseram que deveriam ser tratados com menos rigidez porque tentam filtrar os anúncios para menores de idade e denunciar às autoridades qualquer possibilidade de tráfico. Eles merecem um tapinha nas costas por isso, não? Bom trabalho, gente.

É óbvio que o Backpage não anuncia exclusivamente sexo com menores de idade; existem muitos anúncios legítimos feitos por adultos. No entanto, o site contribui para o tráfico sexual de menores ao permitir a exposição delas – e lucra bem com isso, diga-se de passagem. De acordo com a coluna de Kristof do dia 17 de Março,

“O Backpage é responsável por cerca de 70% dos anúncios de prostituição dentre cinco sites que veiculam esse tipo de classificado nos Estados Unidos, com uma receita de mais de US$ 22 milhões por ano, de acordo com o grupo AIM, uma empresa de pesquisa de mídia e consultoria”.

Hmmm, US$ 22 milhões? Não é de se espantar que eles não queiram largar o osso dos anúncios eróticos. Apesar de publicar declarações meia-boca negando que haja problemas (ou que eles estejam envolvidos), o Village Voice Media se manteve imune à pressão pública, em grande parte porque é uma empresa privada. Agora, entretanto, depois que Kristof conseguiu documentos que expõem alguns dos proprietários, pode ser que as coisas comecem a mudar.

Parece que os dois maiores investidores, que juntos detêm mais ou menos metade das ações, são Jim Larkin e Michael Lacey, que também gerenciam a empresa. O Goldman Sachs detém uma participação de 16% e é aparentemente o proprietário mais conhecido. O banco investiu em 2000, antes mesmo que o Backpage fosse incorporado ao Village Voice Media. Outros investidores significativos incluem uma empresa de investimentos chamada Trimaran (que também está tentando vender suas ações), a Alta Communications e a Brynwood Partners.

Vale ressaltar, assim como Kristof o fez, que o Goldman Sachs é um gigante; assim, esse investimento representa muito pouco para eles:

“Eu não tenho motivo para acreditar que os altos executivos do Goldman soubessem da conexão com o tráfico sexual. O banco tem orgulho de seu trabalho com questões de gênero: sua iniciativa denominada ’10,000 Women’ faz um excelente trabalho ao apoiar mulheres empreendedoras no mundo todo”.

Pelo amor de Deus, dá pra parar com isso de achar que apoiar uma boa causa compensa o fato de fazer outra coisa que seja horrível? E só porque os megaexecutivos não sabiam o que estava acontecendo, não quer dizer que outros funcionários não soubessem – alguém certamente sabia. O Goldman Sachs tem um assento no conselho do Village Voice Media há quatro anos e, como Kristof diz, “não há qualquer indício de que o banco ou qualquer outro investidor tenha usado seu poder para exigir que o Village Voice Media deixasse de veicular anúncios eróticos ou verificasse a idade dos envolvidos”. Esse é o tipo de comportamento irretocável que nós aprendemos a esperar dos “cidadãos” de Wall Street, então quase parece que não existe uma razão para ficar revoltado.

O mais engraçado (leia-se: tão enfurecedor que acaba fazendo de você uma daquelas pessoas que fica olhando para o nada e rindo sozinha) nessa coisa toda é que, uma vez que Kristof começou a xeretar, porta-vozes do Goldman e da Trimaran disseram que “não têm influência sobre negócios”. Alguma coisa soa muito falsa nessa declaração; pode ser que eles não estivessem envolvidos com o dia-a-dia dessa empresa – só que, quando se é dono de algo, há algum grau de controle. O jornalista aponta – corretamente – que os investidores deveriam ter usado esse controle para exigir alguma mudança:

“Se os sócios minoritários como o Goldman trabalhassem juntos ao invés de sair correndo, poderiam conseguir pressionar o Village Voice Media para sair do ramo de anúncios eróticos”.

Isso nos deixa na posição perversa de querer de fato que o Goldman Sachs continuasse a ter uma participação numa empresa que facilita cafetões e o tráfico de menores, com a esperança de que no futuro eles possam influenciá-la a ser menos do mal. No fim, nós nem precisamos queimar neurônios pensando nas questões complexas que isso suscita, porque eles obviamente deram no pé ao primeiro sinal de que haveria problemas, sem se preocupar com o que seria o problema exatamente. Não há muito a fazer em relação ao papel do Goldman Sachs nisso tudo, além de ficar com nojo, mas pelo menos isso vai para lista oficial de coisas para se odiar Wall Street, e deve dar algo novo para os integrantes do movimento “Occupy Wall Street” (sim, eles continuam protestando) colocarem em seus cartazes.

Tradução: Patricia Fincatti
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Re: Como o Goldman Sachs investiu no tráfico sexual de menores

Mensagem por DaSilva em Qua 4 Abr 2012 - 17:16

Quero ver coragem pra botar banqueiros na cadeia...

DaSilva

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