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Desigualdades sociais-Exclusão e sucateamento.

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Desigualdades sociais-Exclusão e sucateamento.

Mensagem por marcos a cavalcanti em Qua 16 Maio 2012 - 18:36

por PATRÍCIA SPOSITO MECHI
Professora de História Contemporânea da Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Na atual situação do sistema educacional brasileiro, o estado vai se eximindo das responsabilidades de investimentos diretos na área social e abre à iniciativa privada as possibilidades de investimentos subvencionados direta ou indiretamente.
Se, há alguns anos, eram senso comum que tínhamos uma educação pública de péssima qualidade, escolas sucateadas, professores despreparados e mal pagos, enfim, todo um sistema educacional falido, hoje a avaliação da má qualidade do ensino público se mantém, apesar dos recursos garantidos a partir da constituição de 88 e das leis editadas nos anos 90.
Os órgãos oficiais ainda preferem responsabilizam os professores pela permanência dessa situação e dessa forma, o autoritarismo que tem caracterizado a implantação das políticas públicas no Brasil.
As características que hoje estão presentes na educação também foram conformadas pelo tipo de desenvolvimento histórico que o país conheceu. Entender a educação hoje, em sua função social, passa, necessariamente, pela compreensão da função histórica por ela cumprida, particularmente no momento em que a rede pública de ensino abriga um grande contingente de trabalhadores; momento em que sofre um processo de modernização conservadora: o período da ditadura militar.
A análise da educação ao longo dos 21 anos de ditadura militar deixa transparecer de forma bastante nítida uma das grandes contradições do regime: produzir mecanismos de desenvolvimento acelerado de acumulação de capital e garantir, simultaneamente, o acesso da população aos direitos de bem-estar social. Esse impasse não encontrou solução, e os direitos de bem-estar foram sacrificados em nome do desenvolvimento acelerado, começou a formar uma pequena, mas expressiva elite universitária, desenvolvendo pesquisas de ponta, nas quais o Brasil ganhou destaque internacional na engenharia genética e a participação no projeto Genoma.
Reformaram-se os três níveis de ensino (fundamental, médio e superior), expandiu-se a rede física e o número de vagas nos estabelecimentos escolares, más na atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação, persistem problemas que não foram solucionados ou que se aprofundaram no período. A educação básica, ainda hoje, não está universalizada no Brasil; vivenciamos um novo “surto” de privatização do ensino, com o surgimento de um número exorbitante de faculdades particulares, principalmente nos centros urbanos; as universidades federais estão assistindo à degeneração de seus espaços físicos e equipamentos, enquanto seus profissionais conseguem poucas conquistas depois de prolongados períodos de greve. Esses são alguns dos problemas que acometem a educação atual. Sem dúvida, muito do que se produziu durante a ditadura persiste na estrutura educacional brasileira.
Atualmente, os meios de comunicação divulgam pronunciamentos governamentais acerca da melhoria da qualidade do ensino, mas a ênfase recai no aumento do número de vagas nos estabelecimentos de ensino e na qualificação da mão-de-obra através dos programas profissionalizantes pós-médio. A educação ainda aparece, na fala governamental, como um mecanismo minimizador das desigualdades sociais.
O que mudou na sociedade brasileira? Vivemos hoje muitos dos dilemas enfrentados durante os anos de chumbo. A análise das políticas educacionais brasileiras deixa claro que a má qualidade do ensino nos sistemas públicos não é fruto de algum equívoco ou distorção. O tipo de ensino que se desenvolveu no Brasil atende às demandas impostas pelo grande capital, que exigem mão-de-obra barata e, portanto, desqualificada. Nesse aspecto, sem dúvida, os sistemas de ensino têm logrado bastante êxito.
O Brasil de hoje enfrenta uma grave situação social, com o desaparecimento de postos de trabalho, o empobrecimento da população e uma inserção subordinada ao sistema capitalista mundial. Seguindo esse compasso, a educação apresenta as mesmas distorções verificadas na sociedade e contribui para sua manutenção. O projeto educacional implementa durante a ditadura, assim como seu projeto global de desenvolvimento, teve papel decisivo no processo de exclusão social, cujos resultados colhemos na atualidade.
-x-x-x-x-
Entretanto, não é somente o posicionamento da autora acima, que define esta realidade, ela é oriunda também, da concentração de terra, pelos latifundiários, apuradas pelo último Censo Agropecuário, que confirma que o Brasil possui a maior concentração fundiária do mundo e mostra a exclusão social e marginalização das populações do campo, bem como prova, que quase 75% desta população, não tem acesso á um direito básico que é a educação.
Ora, tal realidade também é percebida, porque se sabe que um grande contingente de agricultores, deixaram a lavoura e vieram aos grandes centros, bem como, aqueles que lá permanecem, não tem na prática o apoio de financiamentos agrícolas pelo Estado, independente do governo que esteja no poder aqui no Brasil.
Assim sendo, uma causa leva á outra, pois, a falta de escolaridade de pessoas oriundas do campo, não poderá produzir mão de obra qualificada nas grandes cidades e não por mera coincidência, tudo está ligado á falta de vontade política de nossos representantes, que como se sabe, não raro, estão apenas defendendo os interesses das elites poderosas, das quais, eles são oriundos e fazem parte.
Dentro desta realidade e contexto, encontra-se também a manipulação midiática contidas no site: WWW.saindodamatrix.com.br., ou seja:
a) A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO;
b) CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES;
c) A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO;
d) A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO;
e) DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE;
f) UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO;
g) MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE;
h) ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE;
i) REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE;
j) CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
-x-x-x-x-x-x-x-
Evidentemente, as colocações acima, não precisam ser aceitas sem questionamentos, portanto, ainda é melhor refletir.
__________



marcos a cavalcanti

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