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O que a ditadura e a democracia de hoje no Brasil tem em comum?

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O que a ditadura e a democracia de hoje no Brasil tem em comum?

Mensagem por marcos a cavalcanti em Sab 19 Maio 2012 - 9:35

Estamos vivendo na expectativa de um novo momento, agora patrocinado pela regulamentação da Lei de Acesso á Informações e em função da mesma, reproduzo a posição de algumas pessoas, principalmente por concordar com elas, mais para os demais, concordando ou não, serve de reflexão.
Começa pelo posicionamento de Roberto DaMatta, antropólogo, que declara:
Quando se faz uma lei, mas não se muda o costume, a lei "não pega".
Este tem sido o conceito de muitos pelo que tenho lido na internet, relacionado á esta nova lei, mas voltando ao antropólogo:
Ele estuda a cultura brasileira, como carnaval, malandragem etc.
Muito interessante e diz:
Um dos problemas do brasileiro achar que a lei resolve tudo. Colocam a lei acima dos costumes. Com isso se cria uma péssima relação entre o estado e o povo. A lei no Brasil foi feita
para ser burlada. E daí se cria o jeitinho, a carteirada, o 171 e etc, típica em boa parte dos brasileiros.
Para se mudar alguma coisa, para se melhorar o Brasil, seria preciso mudar certos costumes, muitos deles herdados da época colonial, coisa que é muito mais difícil do que cagar uma lei.
A arte do brasileiro é dar um jeitinho, sempre foi assim, pelos seguintes exemplos:
Quando era preciso haver a independência, D João VI deu um jeitinho e colocou seu filho como "libertador" do Brasil. Então, quando era preciso haver a republica, ao invés de "libertadores" tivemos um golpe militar conservador, mais retrogrado do que a própria monarquia. E
assim foi com Getulio Vargas, ditadura de 64, até chegar a democracia de hoje.
Quando era preciso acabar com a ditadura militar, deram um jeitinho para continuar o esquema. Pouca coisa mudou. São os mesmos caciques,os mesmos babacas da época da ditadura. Gente que torturava hoje é até deputado e senador. No congresso só tem pilantra. Os poucos que
prestam são otários.
Daí em diante, cabe ressaltar a posição de outro cidadão de nome Marcos Pablo, disponível no site Recanto das Letras:
A atuação das elites brasileiras desde a nossa independência e na definição de nossa política partiu de uma cultura escravagista que se reuniram aos clãs rurais para formar partidos políticos e deles os clãs eleitoreiros, onde estes tem um propósito comum, buscar seus próprios privilégios e tudo isto se configura pelos eternos problemas sociais, pela desigualdade na distribuição de renda e demais direitos, mas eles os políticos de modo geral, nem consultam o povo para aumentar seus próprio salários e demais mordomias e nenhum presidente, governador ou prefeito de qualquer partido, que esteve ou está no poder, até hoje se opôs á isto, porque eles tratam de beneficiá-los também e para o parco salário mínimo é convenientemente afirmado que aumentos reais poderão aumentar o rombo da previdência social.
Se voltarmos a história há de se perceber que nossas elites desde o tempo (ou antes) da proclamação da república, nunca se interessaram pelas causas do povo, assim nunca pensaram e possivelmente por muito tempo não pensarão num Brasil para todos.
Depois existe um bando de blogueiros e internautas da classe privilegiada escrevendo ou achando tudo isto um absurdos, más como frouxos que são, o que lhes falta é lutar por Brasil melhor.
O maior momento de nossa história que houve conscientização social foi oportunizado pela juventude estudantil na época da ditadura, organizadas por muitas universidades brasileira como passeatas e protestos, em conjunto com trabalhadores e artistas em geral, mas todos sabem o que aconteceu, milhares deles foram presos, assim a sociedade civil não teve como tomar o poder, desejado na época.
A ditadura brasileira só acabou muito mais por questões externas e econômicas, dependiamos do capitalismo estrangeiro e disto resultou no fato que a juventude a partir de então, declinaram ou deixaram de ter a mesma consciência política.
Muitos dos estudantes daquele período, se tornaram pais e criaram seus filhos, apostando que o melhor meio de educá-los seria através do diálogo, dar-lhes-ia maior liberdade de escolha e pensamentos e não podemos discordar disto, más em contra partida, esqueceram também, de sua responsabilidade maior, de colocar limites, portanto, a suposta liberdade, mesmo generalizando virou libertinagem e por outro lado, ainda formou-se uma geração dos games, dos joguinhos mata tempo e muitos desses jovens, não se dispõe em pensar filosoficamente, não lêem bons livros no sentido de formar uma avaliação crítica acerca de nossa realidade.
Uma grande maioria faz parte da juventude de do twitter, do faceboock, para apenas trocar ideias sobre suas “babaquices” e modismos da época, também pelo Orkut, onde se preocupam de trocar suas fotinhas, tentando se exibir como celebridades, se auto idolatrando, que assiste os BBB da vida e fazem parte da geração da academia, dos bombados, das mulheres frutas, perdendo o senso do ridículo, alimentando o próprio narcisismo, até através da adesão á cirurgias plásticas, resumindo, um bando de alienados sem qualquer participação e interesse na vida política do País.
Até isto acontecer, houve outro momento de manifestação da juventude brasileira, conhecido como “os caras pintadas”, mas estes, só queriam a queda de um presidente, movimento que extinguiu-se depois de alcançado tal objetivo.
Uma juventude não politizada que chegou á eleger um palhaço como deputado, mas desconsiderando tal fato, vemos em nossa maior Lei um distanciamento do que nela está escrito, pois as desigualdades ainda não foram mudadas, tomaram outras configurações patrocinadas exatamente pelos mesmos clãs acima referidos, dos quais, resultaram em aristocratas corruptos, somado a pequena burguesia de parte da classe média e de estudantes universitários, que saem hoje das faculdades sem condições de concorrer no mercado de trabalho, que se submetem aos Vampiros do capital ou buscam a salvação nos concursos públicos, que lhes garante melhores salários e estabilidade de emprego, mas eles próprios se tornaram um bandinho de fanfarrões, das baladas noturnas, dos shows musicais de diversas categorias, dos modismos, do consumo e lamentavelmente consumidores de drogas lícitas e ilícitas.
Até onde se pode atribuir a culpa á estes?
Ora, parte dela, possivelmente a principal, foi adquirida e patrocinada por seus pais, muitos dos quais, senão, das elites, também da classe média burguesa que existe em nosso País, onde ambas se juntam ou se contemplam no individualismo e muitos hipocritamente se fazem defensores das demais classes, mascarando suas verdadeiras posturas, mesmo porque, também estão interessadas em seus próprios privilégios, dos quais, muitos defendem algum partido anteriormente no poder, acusando qualquer outro que o conquistou, criticando toda e qualquer iniciativa, colocando defeitos nos mesmos, convenientemente esquecendo dos defeitos daqueles que deixaram o poder.
O que se percebe em nossos dias, embora generalizando, os ditos mais esclarecidos, fazem suas escolhas por posições eminentemente partidárias, mesmo sabendo, que os partidos em geral deixaram suas próprias ideologias, o mesmo acontecendo com os políticos, cuja ideologia não é outra, senão, mudar de partido para permanecer no poder ou reconcorrer ao mesmo.
E quando não desta forma, muitos na sociedade, especialmente aqueles que não sofreram os horrores de nossa ditadura, ainda dizem ter saudades daquele tempo, mas não confessam, nem assumem que se calaram diante das barbaridades acontecidas e não raro, ainda condenam muitos daqueles que fizeram parte da guerrilha, generalizando inclusive, que todos foram na verdade subservos, portanto, tiveram o merecido que aconteceu em tal época.
-x-x-x-x-x-x-x-
Para complementar o exposto acima, hoje leio no jornal uma matéria intitulada:
Resquícios e controvérsias da época da ditadura, onde estudiosos do assunto, colocam suas opiniões e posições, entre eles, a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, agora criticada por ser defensora da presidente Dilma, onde muitos na sociedade, com razão ou por revanchismo, fazem questão de afirmar não a sua situação de vítima daquele regime, mas principalmente, a terrorista mor daquele momento, se bem que isto é de escolha eminente pessoal, pois, cada um acredita numa suposta verdade.
Além da advogada, a psicóloga e vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais RJ, Cecilia Maria Bouças Coimbra, que diz:
A lógica seguida dentro da Comissão da Verdade não será de punição, mas de responsabilização, interpretação apoiada pelo Tortura Nunca Mais. Entretanto, a entrega do relatório final (que será encaminhado ao Arquivo Nacional para integrar o projeto Memórias Reveladas), deveria ir ao Judiciário. “O que tivemos no período de 1964 até 1985 foi terrorismo de Estado, tortura como instrumento oficial do Estado brasileiro. A comissão não poder ir somente até a página 10 desta história.”
Membro da ONG Desaparecidos Políticos, Criméia Alice Schmidt Almeida, que foi integrante da Guerrilha do Araguaia (movimento guerrilheiro na região amazônica, criado pelo Partido Comunista do Brasil) acredita que há uma leitura errônea na lei, de “autoanistia”. “O ditador faz o que bem entende e depois faz uma lei para ficar anistiado. É cômodo”.
Daí em diante, outros posicionamentos:
Segundo o professor de História Dennison de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, que se posiciona declarando:
Se for possível processar torturadores, também será possível processar membros da luta armada travada pela esquerda.
Para não me alongar, em tal reportagem, me pareceu mais comovente e contundente de pessoas que sofreram na carne os horrores da ditadura do Estado, entretanto, como foi exposto nos parágrafos acima, os políticos que aí estão, muitos dos quais, contribuíram com tal regime ou se opuseram ao mesmo pela violência, também não podem ser esquecidos.
A expectativa que creio ficar para todos é que a verdade seja revelada, doa á quem doer e que boa parte desta nossa juventude hoje alienada, perceba que de nossa atual realidade, ainda existe em nossa sociedade muito de ditadura e pouco de democracia e que serão eles que devem mudar nosso País.


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Re: O que a ditadura e a democracia de hoje no Brasil tem em comum?

Mensagem por JUVENCIO em Dom 20 Maio 2012 - 20:38

marcos a cavalcanti escreveu:Uma juventude não politizada que chegou á eleger um palhaço como deputado

Essa é uma geração alienada que detesta os políticos sem saber a razão e nem escolher um lado.

Mas a mídia alardeou a eleição do Tiririca como se fosse uma grande aberração, se esqueceram de que nesse mesmo pleito elegeram o Maluf com meio milhão de votos.
O que é pior eleger um palhaço ou um corrupto que nos faz de palhaços?

marcos a cavalcanti escreveu:Segundo o professor de História Dennison de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, que se posiciona declarando:
Se for possível processar torturadores, também será possível processar membros da luta armada travada pela esquerda.

Parece que o STF já definiu o alcance da Lei de Anistia, de modo que é pouco provável que alguém seja processado, embora o MP Federal esteja sustentando a tese de crime continuado para o caso dos desaparecidos políticos e denunciando alguns facínoras como o Coronel Brilhante Ustra.

marcos a cavalcanti escreveu: A expectativa que creio ficar para todos é que a verdade seja revelada, doa á quem doer e que boa parte desta nossa juventude hoje alienada, perceba que de nossa atual realidade, ainda existe em nossa sociedade muito de ditadura e pouco de democracia e que serão eles que devem mudar nosso País.

O problema do Brasil não se limita a duas décadas de ditadura militar, afinal foram cinco séculos nas mãos de uma elite incompetente e corrupta, cujo desastroso legado ainda custará muito para ser superado.

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