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O mito do Brasil corrupto.

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O mito do Brasil corrupto.

Mensagem por marcos a cavalcanti em Sab 21 Jul 2012 - 8:18

Como de costume, reproduzo mais este artigo de nosso jornal:
Fortalecimento de instituições fez pipocar escândalos.
A percepção da corrupção como um mal endêmico pode criar noções equivocadas de um problema cultural irremediável, dizem especialistas, algumas são as conclusões mais contundentes:
O cientista político Francisco Brandão, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), afirma:
O Brasil nunca viveu na sua história um período democrático tão longo como o atual. Desde 1989, os brasileiros podem eleger o presidente da República. Nesses quase 23 anos de reabertura política, não houve ameaças de golpes e a troca de faixas entre os eleitos foi tranquila.
Em 1988, foi promulgada uma nova Constituição. O documento previu o fortalecimento de instituições que fiscalizam os homens públicos. Com isso, o país viu explodir escândalo atrás de escândalo, em todas as esferas, do vereador ao presidente.
A liberdade de expressão fez com que muitos atos escusos cometidos por agentes públicos viessem à tona, por meio da imprensa.
A divulgação de esquemas de desvios de dinheiro público ou facilitações irregulares criou a sensação de que o Brasil está mais corrupto.
Para o cidadão, que por muitos anos não teve acesso aos bastidores do poder, isso é um fato, na medida em que as instituições de fiscalização apuram as denúncias e os meios de comunicação divulgam os casos, faz crescer a sensação de que nos últimos anos a corrupção aumentou.
“Qualquer caso de corrupção, feito com menores perícias, pode vir à tona e isso cria uma impressão de que há mais corrupção”. O que acontece é que estes são mais propalados.
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Complementando o posicionamento deste cientista político, creio ser da opinião da maioria na sociedade, que o problema maior é como “alguns” meios de comunicação divulgam os casos, evidentemente priorizando o “espetáculo midiático” sempre preferido em qualquer governo deste País, portanto, patrocinam a sensação de que a corrupção aumentou e a pergunta que fica é:
Isto vem contribuindo para a nossa democracia?
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Vamos adiante conforme afirma Brandão:
“No período da ditadura, a maior parte dos casos não era divulgada, ficava escondida”. Ele diz acreditar que com a democracia se tornando mais consolidada no país, a corrupção diminua. “Mas não acredita que venha a se acabar.”
O promotor de Justiça Roberto Livianu, vice-presidente do movimento Ministério Público Democrático, compartilha da mesma opinião.
“O aprimoramento das instituições gera uma situação de minimização das oportunidades para as práticas de corrupção”.
Precisamos de um Judiciário que dê respostas. É importante para reverter essa percepção de impunidade.
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Claramente ele tem razão, este é o grande gargalho, a lentidão conhecida do judiciário, ocasionada evidentemente pelos direitos constitucionais garantidos, por uma infinidade de recursos permitidos, os quais, no senso comum, inclusive dos promotores do direito, precisam que sejam limitados por nossos legisladores, diante da nova realidade modificada daquilo que acontecia em 88.
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A prova desta necessidade é tida pelo próprio promotor de justiça:
“ A modernização e o fortalecimento das instituições, e o engajamento da sociedade civil ajudam no resgate da capacidade de indignação. Tudo isso é importante para fechar o cerco contra quem comete corrupção.”
Histórica
Tanto Livianu como Brandão concordam que a forma como o Brasil foi fundado favoreceu a criação da fama de país corrupto. Casos de mau uso de recursos públicos, abusos de poder e nepotismo são comuns desde a época que o país era uma colônia portuguesa.
“Sempre tivemos muita corrupção. A corrupção no Brasil acontece desde o início da história do país. Desde que o Brasil foi colonizado no sistema que incentivava a perda da linha divisória entre o público e o privado. Sistema em que as pessoas vieram para cá para saquear as riquezas. Em que havia grandes jogos de interesse, uma relação absolutamente clientelista”.
Brandão lembra que a cultura política brasileira passa pelo comportamento do famoso “jeitinho”, de tirar vantagens, mas afirma acreditar que a formação de uma nova cultura política serve de contrapeso para vencer a corrupção.
Some-se ás análises acima, a da doutora em Ética e professora da Universidade de Brasília (UnB) Ligia Pavan Baptista liga os pontos:
“ A política brasileira é o reflexo de um descaso histórico com a educação no país. “
O exercício da cidadania, que vai muito além do voto, exige educação política, informação e conscientização.
“A cultura da corrupção só se desenvolve onde não há noções de ética incorporadas em nossas ações do cotidiano. Não podemos cobrar da classe política honestidade se, em nossas ações diárias, cometemos pequenas infrações que comprometem o bem comum”.
Conforme explica o antropólogo e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marcos Otávio Bezerra:
“A ideia de que o Estado reflete as práticas incorporadas em âmbitos sociais mais amplos é uma questão delicada”.
“Muitas vezes as mesmas pessoas que são extremamente críticas em relação aos comportamentos corruptos não deixam de pedir a políticos ou conhecidos dentro da administração pública para agilizarem seus processos”, aponta. “As pessoas incorporaram a concepção de que o Estado serve para isso mesmo, e não é possível outra relação senão essa de conseguir viabilizar benefícios específicos.”
Mas o argumento de que a prática é uma herança cultural que remonta aos tempos da colonização tem um entendimento controverso. A transferência de uma cultura do privilégio e da desigualdade para o funcionamento do Estado é reconhecida por pesquisadores, mas os seus efeitos práticos são questionados.
“Não acredito que a corrupção no Brasil seja uma herança cultural ou mesmo algo que esteja preso ao sangue do brasileiro”. Seria um tipo de determinismo muito inocente e que não apresenta soluções para este problema.
” Penso que as causas da corrupção estão na manutenção de um padrão tradicional e personalista de se fazer política no Brasil”
A noção de uma cultura de corrupção que existe, não pode ser entendida como imutável.
Se entendermos cultura como um conjunto de práticas historicamente constituídas, o modo como as pessoas têm se relacionado e compreendido a administração pública, aí se pode falar em algo cultural, mas não como uma coisa que não pode ser transformada.
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Concluindo: É certo que por este e muitos outros artigos, a sociedade como um todo, tem elementos suficientes para mudar nossas realidades, não outra, senão, que cada um assuma o seu dever. È a esperança.

marcos a cavalcanti

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