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APÓCRIFOS: A SOPHIA DE JESUS CRISTO

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APÓCRIFOS: A SOPHIA DE JESUS CRISTO

Mensagem por PINHO Cardoso em Sex 23 Dez 2011 - 17:23

PISTIS SOPHIA
São textos considerados apócrifos e que trazem importantes informações a respeito da vida de Cristo, preenchendo lacunas até então criadas pelos Evangelhos constantes da Bíblia.

A chamada "Sophia" teve seu texto encontrado na Biblioteca de Nag Hammadi (em duas cópias, III,3 e V,1), descoberta em 1945 no alto Egito, e também presente no Códex de Berlim - encontrado no séc. XIX. Foi dirigido a uma assembléia que já conhecia o gnosticismo. Este texto foi reelaborado no séc. II d.C., na Escola de Valentino, a partir de 'Epístola de Eugnostos', que tem um conteúdo de gnosticismo mais egípcio. Esta última - séc. I a.C. - é uma carta formal, mais curta e direta, escrita por um Instrutor a seus discípulos, também encontrada em Nag Hammadi (III,4). As passagens colocadas entre colchetes [ ] em itálico fazem parte da 'Epístola de Eugnostos' e foram aqui acrescentadas quando a diferença entre os dois textos é expressiva. O texto 'A Sophia de Jesus, o Cristo de Deus' é apresentado na forma de diálogos, enquanto na epístola os discípulos não são nominados, mas apenas as instruções.

Outro grande mito cosmológico da tradição cristã é o mito de Sophia. A versão mais conhecida é a de Valentino, a qual sobreviveu apenas nas citações encontradas nas obras de seus detratores, pois nenhum documento diretamente atribuído a Valentino parece ser conhecido. Esses textos foram destruídos por ordem da Igreja Romana ao longo dos séculos de perseguição aos escritos e autores gnósticos. Outra versão pouco conhecida encontra-se no texto denominado Pistis Sophia agora comentado.

O documento, originalmente escrito em grego, e tido como perdido, foi guardado pela providência divina numa tradução para o copto, o dialeto do sul do Egito em princípios de nossa era. O manuscrito foi levado para a Inglaterra por volta de 1772, mas somente em meados do século XIX o texto foi traduzido para o latim e, no final daquele século e início do século XX, para línguas vivas européias. As melhores versões para o inglês foram produzidas por G.R.S. Meas e Violet MacDermot.

Apesar da tradição oral confirmar a importância daquele documento contendo instruções reservadas ministradas por Jesus a seus discípulos, após seu retorno dos mortos, ele teve relativamente pouco impacto no mundo cristão e mesmo em seus círculos esotéricos, devido ao caráter extremamente velado da linguagem com que foi escrito, que dificultava sobremaneira o seu estudo por aqueles que não dispunham das chaves para a sua interpretação. Essa dificuldade foi em grande parte superada com a publicação da versão brasileira do livro,que contém em sua introdução uma interpretação do mito, e mais de 400 notas explicativas, baseadas principalmente em anotações pouco conhecidas de Blavatsky. A decodificação da linguagem simbólica apresentada na versão brasileira permite que os profundos ensinamentos desse maravilhoso mito possam ser melhor compreendidos.

O manuscrito descreve a Ascensão de Jesus como um evento iniciático, e nele são apresentadas interpretações reservadas de vários aforismos e parábolas do Mestre proferidos durante seu ministério público, destacando-se a importância dos mistérios, ou sacramentos. Mas é principalmente na narração do mito de Sophia que reside seu valor inestimável para a tradição cristã.
O mito de Sophia é a descrição simbólica da longa peregrinação da alma através de muitas encarnações na Terra até retornar ao seu lugar de origem. Ao despertar para a realidade de sua fonte divina, a alma volta-se ansiosa para a Luz do Alto, para Deus. A narrativa culmina com a revelação de que o destino de todas as almas é o retorno ao aconchego da Casa do Pai, como indicado na Parábola do Filho Pródigo e no Hino da Pérola.

Esse mito evidencia-se como a mais completa apresentação cosmogônica da tradição ocidental, com reveladores insights sobre as relações entre os diferentes níveis da manifestação do inefável e os princípios constituintes do ser humano.
Os princípios de que trata são os fundamentos da psicologia moderna apresentada, dois milênios depois, por Jung. Pistis Sophia (P.S.), a heroína da estória, simboliza a alma, a unidade de consciência da natureza inferior do homem, enquanto Jesus, o par de P.S., simboliza a natureza superior que, no devido tempo, intervém como o salvador da alma. O processo de salvação ocorre por meio de uma série de “arrependimentos” e invocações de P.S., em que ela se lamenta sobre as aflições que lhe são causadas por várias entidades que a perseguem para retirar a sua luz. Dentre essas entidades destacam-se o Autocentrado e sua emanação, o ‘poder com aparência de leão’ e os ‘regentes’ dos eons. Esses seres são os verdadeiros inimigos da alma: o Autocentrado é a personalidade vaidosa, egoísta e presunçosa do homem; o poder com cara de leão é o egoísmo; os regentes dos eons são os desejos e as paixões que constantemente afligem a alma. Portanto, os perseguidores de P.S., os senhores das trevas, não são entidades exógenas mas sim aspectos internos do homem, o seu lado sombra.

O papel central dos “arrependimentos” no processo de salvação de P.S. torna-se claro quando se verifica que o termo original traduzido por arrependimento vem da palavra grega metanoia, termo que originalmente significava mudança de estado mental ou dos conteúdos mentais que, por sua vez, leva ao arrependimento. Portanto, o longo processo de salvação de P.S. é a progressiva transformação dos estados mentais do homem, que possibilita sua libertação do caos, que ocorre simultaneamente com a apoteótica ascensão de Jesus ao Alto. Assim, a salvação da natureza inferior do homem é coincidente com a glorificação de sua natureza superior, simbolizada pelo Mestre. As diferentes etapas da salvação de P.S. são apresentadas em correspondência com as cinco grandes Iniciações, indicando as expansões de consciência por que passa a alma, incluindo sua iluminação e a dolorosa ‘noite escura da alma’, até sua libertação final da matéria. Curiosamente, essa fórmula para a libertação, a transformação da mente, é a mesma exposta na doutrina budista, indicando que os ensinamentos esotéricos dos grandes Mestres parecem originar-se de uma fonte única de sabedoria.

A cosmogonia de P.S. distingue claramente duas etapas: a não-manifestação e a manifestação. A entidade suprema, a fonte de tudo o que existe, visível e invisível, permanece não-manifesta, sendo chamada de Inefável, aquele ou aquilo sobre quem nada pode ser dito, pois está infinitamente além de qualquer concepção pelo homem. Quando o Inefável decide manifestar-se no processo de auto-expressão, emana de si diferentes entidades em cinco planos básicos de manifestação. Nesse sentido, a cosmologia de P.S. apresenta um estreito paralelo com a Vedanta e a Teosofia.
Cada um daqueles planos básicos está divido em três regiões: direita, meio e esquerda. Na região da direita, ou superior, manifestam-se entidades idealizadoras, isso é criadoras de arquétipos; na região do meio encontram-se as entidades nutridoras que provêm os meios; e na da esquerda, ou região inferior, estão os agentes, ou executores, das funções do plano. Seus papéis parecem ser respectivamente o de Pai, Mãe e Filho, ou seja, a semente, a terra que nutre e o fruto.

O lugar de origem de Pistis Sophia é o plano intermediário, chamado de Plano Psíquico, equivalente ao Plano Mental Concreto, onde se situa a unidade de consciência (a alma) do homem encarnado. Ela cai no caos, subentendido como o estado de perturbação da mente, sendo perseguida pelos regentes dos eons, que são os desejos, as emoções e paixões do plano astral. Seu salvador é Jesus, sua contraparte, que simboliza a natureza tríplice do Eu Superior do homem.
O método de instrução do Salvador objetiva a transformação do homem a partir de seu interior, de dentro para fora. Por isso não são enfatizados os ensinamentos tradicionais de valores morais, geralmente usados para promover o ajuste da personalidade de fora para dentro. O próprio nome Pistis Sophia transmite a chave para o entendimento do processo. Pistis, o fator fundamental da jornada espiritual, significa fé, a fé primordial da alma em sua natureza divina, confirmada após seu despertar espiritual pelo conhecimento interior, a gnosis. Sophia, por sua vez, quer dizer Sabedoria, o objetivo final da peregrinação da alma, a sabedoria dos dois mundos, visível e invisível.
Após a entoação de cada “arrependimento” de P.S., um dos discípulos oferece, alternadamente, a ‘interpretação’ desse arrependimento, que se baseia nas mesmas idéias contidas nos Salmos de Davi e nas Odes de Salomão. Há aí mais uma indicação de que os ensinamentos transformadores sempre estiveram disponíveis em todas as tradições, inclusive na dos profetas, da qual Jesus foi o maior representante.

O ensinamento de Jesus procura despertar o homem para a realidade de sua origem divina e de sua missão na Terra. Visto sob esse ângulo, o texto poderia ser interpretado como um ‘mapa do tesouro’, indicando a rota da grande jornada da alma e os principais acidentes geográficos do caminho, assinalando ainda as precauções a serem adotadas pelos peregrinos divinos.

Um pequeno trecho:

[...Após ele ressurgir de entre os mortos, seus doze discípulos e sete mulheres continuaram a ser seus seguidores e foram para a Galileia, até a montanha chamada 'Presságio e Alegria'.
Quando se reuniram, estavam perplexos, confusos sobre a realidade subjacente do universo, o plano, a sagrada providência e os poderes das autoridades e sobre tudo que o Salvador estava fazendo com eles no segredo do plano sagrado.
Então, o Salvador apareceu, não em sua forma anterior, mas como um espírito invisível. E sua aparência assemelhava-se a um grande anjo de luz. Mas não devo descrever a sua aparência. Nenhum corpo mortal poderia suportá-la, somente um corpo físico puro e perfeito, como aquele sobre o qual ele nos ensinou na Galileia, no monte chamado 'das Oliveiras'.
E ele disse: "A paz esteja com vocês! Minha paz eu lhes dou!" E todos eles ficaram maravilhados e apreensivos.
O Salvador riu e disse a eles: "O que vocês estão pensando? Porque estão perplexos? O que estão procurando (entender)?"
Filipe respondeu: "A respeito da realidade subjacente do universo e do plano".
O Salvador disse a eles: "Quero que saibam que todos os homens nascidos na terra, desde a fundação do mundo até agora, sendo pó, apesar de terem inquirido sobre Deus, quem ele é e como é ele, não o encontraram. Ora, os mais sábios entre eles especularam sobre o ordenamento do mundo e seus movimentos. Mas sua especulação não alcançou a verdade. Pois, é dito por todos filósofos que o ordenamento é direcionado de três maneiras e por isso não há concordância entre eles.
Alguns deles dizem que o mundo é dirigido por si mesmo. Outros que é a providência (que o dirige). E outros, que é o destino. Mas não é nenhum desses. Novamente, das três explanações que há pouco mencionei, nenhuma está próxima da verdade e elas são dos homens.
Mas eu, que vim da Luz Infinita. Estou aqui - por conhecê-la - para que possa falar-lhes a respeito da natureza precisa da verdade. Tudo quanto seja de si mesmo é uma vida contaminada, pois é auto-gerado. A providência não possui sabedoria nela. E o destino não discerne.
[Pois tudo quanto seja de si mesmo é vazio de vida, é auto-gerado. A providência é tola. E o destino é algo sem discernimento.]
Mas a vocês é dado conhecer. E quem quer que seja merecedor do conhecimento, (o) receberá, aquele que não tenha sido gerado pelo relacionamento impuro, mas pelo Primeiro Que Foi Enviado, pois ele é imortal em meio aos homens mortais."
[Então, quem quer que seja capaz de se libertar destas três opiniões que há pouco mencionei e vir, por meio de outra explanação, a reconhecer o Deus da verdade e concordar em tudo concernente a ele, esse é imortal, habitando em meio aos homens mortais...]

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